Febre maculosa já matou seis pessoas e soma 14 casos no ES; conheça ciclo de transmissão e sintomas
ES registra 14 casos de febre maculosa Apenas neste ano de 2026, a febre maculosa já causou seis mortes no Espírito Santo. Ao todo, são 14 casos confirmados. Devido à alta taxa de letalidade da infecção transmitida pelo carrapato-estrela, especialistas alertam que a falta de diagnóstico precoce é perigosa e pode ser fatal. Uma das mortes registradas no estado foi a de uma criança de 2 anos e 4 meses, natural de Boa Esperança, no Norte capixaba. Kiara Silva Rúbia morreu no dia 28 de janeiro após contrair a doença. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo a prima da vítima, Fabiana Santos, a família de Kiara vive na zona rural do município e os primeiros sintomas que se manifestaram no corpo da criança foram manchas, o que levou a família a desconfiar de dengue. Com o avanço dos sintomas, Kiara foi levada para Nova Venécia, onde os médicos constataram a infecção a partir de exames e solicitaram transferência para um hospital de São Mateus, também no Norte do estado. LEIA TAMBÉM: LINHARES: Polícia investiga morte e suspeita de envenenamento de cães após passeios em praça LUDOPATIA: Vício em apostas on-line faz moradora do ES perder mais de R$ 500 mil BACTÉRIA: Governo confirma que fungo em fezes de aves e morcegos causou contaminação em hospital no ES Já no Hospital Roberto Arnizaut Silvares, foi solicitada uma nova transferência para a capital, Vitória, onde Kiara chegou no dia 26 de janeiro. No dia seguinte, no entanto, os órgãos da menina já começaram a falhar, levando-a ao óbito. A morte de Kiara não é um caso isolado. Os dados mostram que a doença tem avançado no estado. Em 2025, foram registrados 19 casos e três mortes. Já em 2026, antes da metade de julho, já foram contabilizados 14 casos e seis óbitos. Doença é transmitida por carrapato Febre maculosa é transmitida por picada de carrapato-estrela contaminado. Reprodução/TV Gazeta A febre maculosa é causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela, que se contamina ao se alimentar do sangue de animais infectados, como capivaras, cavalos e outros mamíferos. Depois, se o carrapato permanecer grudado na pele da pessoa por algumas horas, pode transmitir a bactéria e causar a doença. Segundo a médica infectologista Alessandra Santos, é necessário suspeitar sempre que houver picada de carrapato. “Como ela é muito parecida com outras doenças da nossa região, como a dengue, chikungunya e zika, a gente tem que suspeitar sempre dessa doença porque é uma região endêmica.” O que fazer em caso de suspeita de febre maculosa? A primeira atitude ao apresentar sintomas da doença, especialmente com histórico de contato com carrapatos, é buscar uma unidade de saúde. Os principais efeitos da febre maculosa são: febre; dor no fundo dos olhos; dor de cabeça intensa; insônia; náuseas, vômitos e diarreia; dor no corpo. No Espírito Santo, os casos de febre maculosa foram registrados em Mimoso do Sul, Cachoeiro de Itapemirim, Baixo Guandu, Água Doce do Norte, Boa Esperança e Castelo. A letalidade da febre maculosa gira em torno de 80% no Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta O que preocupa as autoridades, segundo a chefe do Núcleo em Vigilância em Saúde da Regional Metropolitana, Gabriela Seidel, é a alta letalidade da doença. “Hoje estamos com uma letalidade girando em torno de 80%. [...] Por isso, temos que orientar os profissionais da saúde para eles ficarem atentos ao fato de que a área é uma área de risco. Muitos municípios colocam placas onde existe uma área de risco”, explica. A doença é descrita como silenciosa por familiares de vítimas. “Quando ela chega a se manifestar, pode ser tarde demais”, afirma Fabiana, prima de Kiara. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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